18 de set de 2007

Amor Amnésico

Ai... Amei tanto
Que o tempo não saberia contar...
De quantos cálices de néctar envenenado,
Bebi consciênte, sem hesitar.
Corpos... como núvens passageiras,
Prazeres... núvens em meu corpo a deslizar...
Dores... núvens abandonando minhas fronteiras...
Regozijo... novas núvens voltando à me turvar.

Ai... Amei tanto,
Que não tive tempo para me arrepender,
Não tive tempo para me compadecer,
Não tive tempo para tentar me suicidar...
Esqueci do “manual” para tentar lhe reter,
Esqueci do pretexto para lhe odiar, me vingar,
Esqueci dos argumentos para suas ingratidões lamentar,
Me faltou o talante para nos enlouquecer...

Ai... te amei tanto, que esqueci de você.

Ai... Agora de novo nestes novos braços a fogo lento,
Sem defesa... vítima de um acometimento... Sem escapatória...
Amando de novo, sem pudor... sem juízo, sem cabimento...
Simplesmente voltei ao inferno, mas estou na glória...
“Amor... sabemos que não temos futuro
Amor... estou lhe amando, mas me falha a memória.”

Andréa Cristo

Um comentário:

Felipe Carvalho - FC disse...

Gostei muito desse poema... dificil perder... queremos ganhar mesmo na derrota...
Parabens!

Felipe Carvalho
www.poesiasfc.blogspot.com