18 de set de 2007

Falem de mim...

Eis quem me julga precipitadamente...
Tal personalidade indolente,
De prisma opaco e impudente,
Qual não tem espelho,
Projetando em outros sua tara insolente.

Eis quem me denomina vulgar...
Este algoz mascarado de impoluta decência,
Qual por fora dissemina uma pulcra aparência,
Dentro um ego furioso e tirano se revela,
Mancomunada está a leviandade com a maledicência.

Eis quem se empenha em me destruir...
E seu tempo não poupa para empreender,
Transitórios e intermitentes planos mórbidos,
No afã insano de me deter,
Entre teias de argumentos e atos sórdidos.

Eis quem ignora minha tenacidade...
Sou uma aplicada aluna da existência,
Especializando-me em toma de consciência,
Diplomada na arte de aguardar...
Lhe afirmo: “Não temo maleficência”
Tampouco recuo ante sua arrogância,
E num dia propício, caro caçador...vou lhe caçar…
Oportunidade lhe darei de olhar em meus olhos!
Neste dia o teu sortilégio... desvanecerá...


Andréa Cristo

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