18 de set de 2007

Canto de Andréa

Eu assumo ser quem sou,
Sem restrições... sem justificações...
Sem medo... Sem condições...
Sem o mínimo arrependimento...
Mesmo açoitada pelo inevitável sofrimento
Com ou sem aprovações,
Seguirei sendo o que serei, e não lamento.

Eu assumo minha valentia,
Ao construir moinhos de ventos,
Aonde não há ventania...
Ao desmascarar cordeiros nos lobos,
Enquanto os caçadores me perseguiam...
Ao esbanjar todas minhas verdades,
Enquanto de tudo de si, todos mentiam.

Enquanto isso...

Eu assumo minha titânica luta do dia à dia,
Em tentar melhorar o que não quer ser melhorado,
Em tentar mudar o que evita ser mudado,
Em tentar racionalizar com a ignorância,
Combatendo ativamente contra a sua arrogância,
Perdendo pois, estrategicamente assentado,
Paira livre o ódio, neste vasto mundo zonado.

Ignorando o fracasso, então...

Eu assumo a minha ingenuidade,
Ao dar aos porcos, pérolas de sinceridade,
Ao acreditar na conversão da perfídia, da superficialidade,
Ao lidar com o equívoco subjacente,
Qual se torna letal, venenoso, convincente e
Repentinamente,
Transforma minha condição de veraz,
Numa ordinária imagem falaz.

Mesmo assim, insisto que...

Eu assumo a minha força,
Pois não sou a maioría;
Sou a inquietante e embaraçosa singularidade,
Porque não sou fantasia;
Sou uma crua, nua e inexorável realidade,
Porque não sou o que pretendias...
Simplesmente... sou uma mulher de verdade.

Sou o que sou! E Grito:
“Tenho absoluto direito e luto à porfia!”
Pois belicosa é a minha indentidade...
Morreria plácida defendendo minha dignidade e minha valia.

Andréa Cristo

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