18 de set de 2007

Lamento da Mal Amada

Ah… Crise de sua falta,
Meu coração se exalta,
E clama por sua volta…
Minh’alma de mim se solta,
Se descompõe... se desintegra...
Se entregando à total negrura
Envolvida em bulcão.

Ah... Homem por mim eleito,
Não tinhas o direito,
De disparar-me bem no peito,
De mutilar meu amor são...
Moribunda estou no inferno,
Escrita estou no vil caderno,
Da tristeza infinita... em expiação...

Ah... O que faço eu agora?
Abriste a caixa de pandora,
Roubaste o sol da minha aurora,
Meu pranto é sangue em ebulição.
Estou em vida, mas petrificada,
Meu grito ecoa mas não ouço nada,
“Este é o principio do fim”,
Ermo jaz meu coração.

Andréa Cristo

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