20 de set de 2007

Sem Título

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Ando vagando pela parisiense madrugada
Solitária e levemente da vida saturada
Indagando o porquê do quando e onde
Esperando uma resposta inusitada

Me acompanha meu caderno... meus pensamentos
Observada pelo tempo que ali passava
No rio Sena, encontro na orla um frio assento
E me ponho à escrever abandonada

Neste momento as estrelas são tocadas
O tempo pára dando lugar a singularidade
Caio sedada em palavras figuradas
Compondo rimas de inquietante sinceridade

Meu pensamento que emana de certo caos
Se organiza e me sinto aliviada
Submetendo o que me deixa infeliz
Compreendendo que a vida é uma piada

Andréa Cristo

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