6 de out de 2007

Adeus (Andréa Cristo)

Sinto muito… não minto...
Embora ainda te “ame”,
Deste amor dissinto…
Não quero parecer inane,
Mas em mim não te sinto;
Só quero que você se dane,
Afogado em teu vinho tinto.

Não sou dessas que sofrem
Por um amor destrutivo;
Não sou dessas que dormem
Com o seu inimigo;
Não sou dessas que colhem
Imerecidos castigos;
Não sou dessas que morrem
Amarguradas... mas contigo...

Desculpe amor, mas sou indomável
Não tenho talento algum,
Para ser maleável.
Não aceito migalhas,
Não temo à navalhas,
Não temo ao teu sexo,
Não temo aos canalhas;
Nem ao teu invencível complexo...
Tua misógina crisálida...
Abomino teu “amor sadista”
A vida ao teu lado é pálida.
Adeus

De Cristo A.

Um comentário:

Leticia disse...

ANDRÉA, Tenho acompanhado sua produção artística e a cada leitura, cada análise de sua arte digital, descubro algo novo, simples, porém sutil, talentoso, misterioso e incrível. Já sei de memória ADEUS, tantas vezes o li e a cada nova leitura presinto uma sensação que eu desconhecia. Parabéns!