11 de nov de 2007

A uma certa mãe.... (Andréa Cristo)

Trinta e seis anos atras,
Te deitaste com um macho,
Dele fostes capacho,
Mas que pena... não te amava...

Estas mulheres que trocam sexo por amor,
Prostitutas igualmente,
Porém pretendendo ser senhoras socialmente,
Escusando-se constantemente por sua falta de valor
Buscam em outro seu amor-próprio ausente
E nos seus ventres
Germinam sementes de terror.

Geraste um filho chantagem
Maquiagem de um problema...
Desgraçadamente programada por um vil lema:
“Pé de galinha não mata pinto”
Ignoraste infinitamente o que sinto,
Me maltrataste com varas e cintos,
Omitistes meus talentos,
Fui vítima de teus odientos,
Me culpaste e me cobraste por minha existência,
Quando a vagina e o útero eram seus!

Quem é você para se julgar Deus?
Êle não cria uma obra ao azar...
O azar de criar uma obra sem pensar, é o seu.
Criar uma obra e a odiar
É obra de um “fariseu”.

Quem me ensinou a viver foi a própria “vida”
De ti a lembraça que tenho é vergonha,
Mulher sem dignidade e perdida,
E mesmo que uma limpa moral imponhas,
Você não é mais que uma bandida,
Deitas suja a mente em tua branca fronha.

Ser mãe não é parir à dores e se lamentar pelo doído,
Gerar uma vida não é nenhum capricho nem brinquedo,
Não ha mérito algum em programar um ser humano destruido,
No mundo, mães como você, dão ao mundo medo.
A palavra "dar vida" em seu ventre perde sentido.
Ser um filho teu é um castigo,
Que deve ser guardado em segredo.



Esterilidade merecem mães como você.

De Cristo A.

2 comentários:

Tatiana C. Mendes disse...

Só tenho uma palavra para definir este poema: força!

É... Eu ainda estou precisando aprender a viver com a vida, ainda não nos entendemos muito bem, mas... Sei que um dia chegaremos lá.

Beijos!!

Krhaus disse...

Oi vc me adicionou no BlogBlogs! este foi o blog que mais gostei e também gostei muito das artes digitais! Até pq eu também manipulo imagens.

www.krhaus.narcotico.org