20 de dez de 2007

Pythonisse. (Andréa Cristo)

E… já que época de conselhos,
Um conselho simples vou lhe dar...
Mas esta humilde simplicidade,
Caro vai lhe custar,
Não dou conselhos grátis,
Á ouvidos que não sabem escutar.

Olhe bem profundo em meus olhos,
Estas imagens vão lhe falar…
A verdade será enfim dita,
E teu surdo coração ouvirá…
« Esta é a palavra maldita,
Que em bendita se converterá. »

Veja bem, eu não sei quanto sabes,
Mas bem sei que ignorarás…
O que eu sinto já sabe de sobra,
Do que sentes, mas me negarás…
Você mente com língua de cobra
Mas do veneno da cobra morrerás.


O antídoto? Tenho em minh’alma,
Qual curtida em Miguel Arcanjo e Satanás !


Te convido ao meu mundo real absurdo,
Onde o breu é o berço da luz,
Se você teme o mistério e o profundo,
Nunca saberá o que lhe faz jus ;
Continuarás tua busca em mortal
Qual á nenhum lugar lhe conduz…

Escolha tua, mas teu coração burdo, sabe,
O que o mesmo Deus ignora…
Contudo, mais cedo ou mais tarde,
Deverás assumir sem demora :
« Que você é um grande covarde
Qual, tua maravilha de mente, não explora. »


-De Cristo A-

6 comentários:

shell disse...

Bom ano novo de Portugal.
Saudações literárias.

Bad Brain Machine disse...

sim, este mundo escuro é colorido ao acesso de aonde a sombra existe com massividade ao ser que se poder sermos quem quisermos...não?
beijos!

osátiro disse...

Como não consegui comentar no "Coisa do Arco da Velha"--expressão muito típica em Portugal-- deixo aqui os parabéns pelo texto fantástico!
Foram prosas assim que fizeram falta em Portugal no referendo sobre o aborto.
Parabéns.

osátiro disse...

Fiquei curioso em saber o resto dahistória de D...
Se for possível.
E também parabéns pelo +poema neste última inspiração...

CPM disse...

É sempre maravilhoso ler seus textos, pois eles são de um talento, sencibilidade e sinceridade incomparáveis.

o'Ricci disse...

olha olha... algo plausível de ser afixado no Oráculo de Delfos!

e muito obrigado pela motivação =)