14 de mar de 2008

Eu da Terra

De onde vim eternamente não me esqueço
O que sofri, muitas vezes construí
Da odisseia o aprendido não tem preço
A minha força está no peso do que vi

Eu sou alguem a quem melhor conheço
Cometi erros e teimosa reincidi
Mas em consciência cristalina adormeço
Adiei lutas, mas das lutas não fugi

Não temo morte mas franca eu confesso
Que minha morte temerá como vivi
O tempo empresta o que me resta mas não meço
Só peço ao tempo para em meu tempo evoluir

Sou singular modestamente reconheço
Mas sou plural, de nobre alma eu nasci
De egoísmo e falsidade não adoeço
Minha outra face não daria nunca a ti

Assumo mil defeitos e mil virtudes obedeço
Desobediente, mundo tirano, te invadi
Sobrevivendo conta à conta do meu terço
Bebi teu mal e por meu bem não pereci

-Andréa Cristo-

Um comentário:

o'Ricci disse...

Uma vida que mereceu ser vivida.