20 de fev de 2009

Infinitivo Impessoal Fatal

Que imenso talento para fingir e mentir!
Que flagrante impotência para discernir,
Entre o falso e o real
Entre o bem e mal
Entre areia e cal…
O normal é ser espectral,
Sob as cores dos verbos urdir iludir…

Que imenso afã em seduzir e incutir!
Que ardil talismã para ao óbvio aturdir,
Forjando certa ética amoral
Forçando certa régra social
Formando certa educação fundamental
Onde o normal é ser desleal,
Sob a carga dos verbos conseguir possuir…

Que imensa obsessão em perseguir destruir!
Que frágil estrutura que não tarda em cair,
Gerada do sémem dito pró-cultural
Germinada no ventre do valor ao banal
Gerida pela brutal arrogância carnal
Onde o normal é ser anormal,
Sob as ordens dos verbos consumir e sumir.

Andréa Cristo

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