1 de mar de 2009

Vaidade

Mil reverências ao pseudo-belo
E aos belos pseudos que estão à venda
Simulados de oferendas
Mas de fato é um só leilão…
O belo já não provém do artesão
Agora é tecido pelo comércio da lenda
Do sofrimento por encomenda
Da ilusão como padrão…

Holograma do momento
Entalhado pelo laser do tormento
Da sobrevalorizada autônoma solidão
Tingida por obtusas prioridades
Preenchida com escusas de ambição…
De todos modos, modas e modalidades
Parecer ser belo é a finalidade
Desentender de si é a ótica desta ação

Andréa Cristo




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