20 de abr de 2009

Amor Eterno

Ah… Amor... Amor
Viajei nas eras do tempo
Aprisionado em corpos diversos...
Alentado pelos teus caprichosos ventos
Vagando navego rumo ao teu universo

Nas vidas eu errei
Solidão e ira padeci
Condenado eu voltei
Pois a morte não venci...
Vim desde os abismos do além
Fora de toda lei bem e mal
!Desafiando o poder de qualquer Deus
Para prostrar-me ante teu pedestal

No violento inferno da minha dor
Envolvida numa cúpula de perene tristeza
Vive a delicada fragrante pureza
Dum botão que aguarda um dia ser flor...
Cuidadosamente à diário regado
Com cântaros dos meus prantos sem fim
Sólida e profundamente enraizado
No solo da esperança que espera por mim

. Amor, nunca soube quem tu és
Só sinto a força que me possue e induz
Movendo determinada meus cansados pés
Até teu reino dourado infinito de luz...
Ignoro quantas vidas hei de viver
Ignoro quando poderei te alcançar
Mas vivo para em teu seio adormecer
Regressando ao teu singelo ventre
Para em paz eterna enfim repousar.


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Andréa Cristo
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Um comentário:

Érica disse...

Nem nos grandes poetas renomados eu havia encontrado versos tão profundos como estes:

"No violento inferno da minha dor
Envolvida numa cúpula de perene tristeza
Vive a delicada fragrante pureza
Dum botão que aguarda um dia ser flor..."

Sinto-os penetrando meu ser e produzindo uma espécie sagrado silêncio...