13 de mai de 2009

Conjuro contra serpente cornuda

Te vi em meus sonhos serpente cornuda
Arrombaste a porta duma mente apaziguada
Pisaste num solo sagrado e desnuda
Deixaste teu rasto de bruxa safada!
Agora na boca não reclame do amargo
Já que o doce roubaste de bocas honradas.

Teu macho é escravo de sujas trapaças
Macumbas e mandingas contigo condiz
Não banque a decente coitada traida
Quando por traição conseguiu o que quis...


Marido opulento e uma casa invejável
Nutriente para máscaras de pobres ricas

Mas a mãe natureza não te fez desejável
Te privou da luxúria que meu corpo suscita...
Teu lado é da esposa herdeira e respeitável
E meu lado é da amante fogosa e expedita.




Não tente em vão
Meus anjos afastar



Pense que somente
Meus Deuses injuriarás



Não fabrique as correntes
Que atam teus membros



Conspiras inutilmente
P'ra meu trono usurpar!

Com espada de guerra decapito conjuros
Com fogo de junho calcino raizes de perfídia
Com água de março afogo sentimentos imundos
Com terra prometida enterro as tramas da insidia

Tudo que é isso não tem nenhum mérito
Tudo que tem aquilo não tem nenhum valor
Tudo que isso deseja é irrealizável
Tudo que aquilo prova é insípido e incolor
Ó vida construida sobre uma farsa imensurável!
Os amarres só trazem infelicidade no amor...

Quem mandou entrar sem ser chamada?
Caiu no centro do meu calderão em fervor?
Farei um banquete para a manada esfomeada
Das mil bestas do inferno que tu mesma soltou.

Que assim seja… Assim é.
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Andréa Cristo

Um comentário:

Anônimo disse...

Oxi! Coitadinho do jacaré! rsrrsrs