7 de jun de 2009

Família Morte

E o tempo passou…
Não aprenderam nada…
Nada resolveram,
Nada compreenderam...
Nada, nada, nada...
Ainda perversas ciladas,
As mesmas mentiras encarnadas,
Nada reconheceram,
Mas o tempo terminou...

Estão acabados
Inacabados
Incapacitados
Indolentes...
Insistentes em repetir
Os mesmos erros
Mas o desterro
É iminente...

Inconscientes
Cavam a cova
E plantam à sovas
A danina semente
Que dará como prova
O veneno dessa gente...
Beberão de um só trago
O próprio ingrediente
Que contaminou céus, mares e lagos
Matando peixes e pássaros inocentes

Ai, se lágrimas fossem setas
E sofrimento maldição,
Esta gente não existiria
Como eu também não
Meu sangue é prisioneiro
De tamanha equivocação
Que a natureza não explica
Calando esta aberração
Que no mundo ainda habita
Causando impune destrução
Das outrora almas benditas
Que hoje são pura desolação.
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Andréa Cristo

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