15 de jun de 2009

Poema para Línguas Bobas

Não me peça
Não me dê
Não me meça
Não sou você

Bem que me julgue
Mal me compreende
Tanto que me insulte
Quanto não me ofende

Cuide da sua vida
E com a língua ensaboada
Lamba suas feridas
Purulentas e infectadas

Vê se me esquece
Lembrando de você
Tal como me teces
Qual como te vês
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Andréa Cristo






3 comentários:

Kaio Ian disse...

Amei suas poesias!!! Quer publica-las no blog do briguilino? Basta deixar um recado em comentarios lá e envio.
Abçs e sucesso sempre.

Maria Regina disse...

Com esse poema impossível não dar adeus!
Adorei! Serve para tanta gente!...

Um abração

Érica disse...

Poema cadente, sonoro, delicioso de se ler. Dono de uma letra forte e mensagem direta, consegue fazer-nos sentir o desprezo do eu lírico pelo donos(as) das línguas bobas.

Adoro esses poemas curtos, vivos e fortes que encontro por aqui.

Beijos