11 de jun de 2009

Prosa do Ébrio e o Amor

E o amor que por ali passava
Me viu quebrado na minha cachaça
Pediu licença e se aproximou...

Me perguntou se eu já havia amado
Eu respondi: estou embriagado
Da dor do amor que ela me causou...

Mas disse o amor:
Nunca amaste então
O que sentiste foi a tal paixão
Que por orgulho em mim se disfarçou...
Eu não sou dor tampouco sou saudade
Meu tempo eu meço na eternidade
Eu nunca tiro aquilo que dou

Eu retruquei:
Amar nunca compensa
Assim no mundo todo mundo pensa
Que diferença entre paixão e amor?
Amor promete a fidelidade
Paixão promete a felicidade
Sem as promessas já não sei quem sou...

E este amor se levantou da mesa
Me disse que seu nome era Beleza
Se foi de mim e nunca mais voltou...

Agora eu sei que a paixão me mata
Agora eu vi essa paixão ingrata
Meu verdadeiro amor afugentou.
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Andréa Cristo

Um comentário:

Érica disse...

Muito bom! Texto melodioso e gostoso de ler, que expressa, de maneira quase lúdica, a problemática do amor versus paixão.

Obrigada por nos deliciar com sua arte.

Beijos