10 de dez de 2011

...Da desesperança... Da boa intenção do mal.

Calem-se bocas estúpidas
Absurdas
Não tentem analisar
A dor alheia
Mentes vazias
Línguas bem cheias
De palavras burdas
Falácias sujas
Sem sangue nas veias...

Não tentem entender
Vossa mente não alcança
Vosso pêndulo balança
Para o lado fatal
Da desesperança
Da boa intenção do mal...

Lavem suas bundas
Cagadas de medo
Revelem o segredo
Da vossa covardia
Viciosos de noite
Virtuosos de dia

Calem-se bocas tutas
Que criticam o pedreiro
E também o padeiro
Quais foderam a prostituta
Que alimenta o sexo dos homens
Para futuros homens alimentar
Cansada de preces que Deus não escuta
Cansada de pedras desviar

Não tentem correr
Com o vosso Rei na pança
Vosso crime não tem fiança
Malditos fundadores do caos
Da desesperança
Da boa intenção do mal...

Andréa Cristo 2011

2 comentários:

Murilunk disse...

Gostei do poema como um todo, mas principalmente da penúltima estrofe.
Até quando pedras vão ser atiradas a torto e direito sem que antes se olhe no espelho?

Belo texto.
Abraço.

Monster disse...

Monster Beats This a very well blog.